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Alterações em "Assuntos Fiscais"

Corpo (Português brasileiro)

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    Qualificação : Reforma Fiscal- incluindo IVA, lei do referendo e da ação popular.

    Descrição

    O Grupo de Trabalho de Assuntos Fiscais tem como objectivo propor reformas para fortalecer o sistema tributário e a gestão das finanças públicas em Moçambique, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.

    O grupo reúne diferentes actores para analisar a política fiscal, identificar fragilidades e propor medidas que reforcem a capacidade de arrecadação do Estado, promovam justiça fiscal, melhorem a eficiência da despesa pública e garantam maior transparência e participação cidadã.

    Pretende-se também desenvolver instrumentos de democracia participativa, como o referendo e a acção popular, e assegurar uma gestão responsável da dívida pública.

    Principais Questões Apresentadas

     • Sistema fiscal considerado injusto, penalizando sobretudo cidadãos de baixa renda e pequenas empresas;

    • Excessivas isenções fiscais e benefícios tributários para determinados sectores e grupos económicos;

    • Centralização das receitas públicas, reduzindo a autonomia financeira local;

    • Fraca transparência na gestão orçamental e aplicação dos recursos públicos;

    • Elevada burocracia e baixa digitalização dos serviços fiscais;

    • Fraca confiança dos cidadãos no sistema fiscal devido à percepção de corrupção e desperdício;

    • Baixa capacidade de arrecadação local e reduzida eficiência da administração tributária;

    • Redução das taxas aduaneiras na importação de bens e serviços;

    • Sobreposição institucional e lacunas legais que se manifesta na confusão de competências orçamentais entre governos central, provinciais e municipais.

    Soluções Propostas

    • Revisão do sistema tributário para promover maior justiça fiscal;

    • Redução do IVA sobre produtos básicos e essenciais;

    • Maior tributação sobre grandes empresas e actividades de maior rentabilidade;

    • Digitalização dos serviços fiscais e simplificação de procedimentos;

    • Reforço da transparência orçamental e prestação de contas;

    • Maior autonomia financeira para províncias, distritos e autarquias;

    • Revisão das isenções fiscais consideradas excessivas;

    • Reforço da fiscalização e combate à evasão fiscal.

    Cenários de Política

    Cenário 1: Reforma Profunda

    Prevê-se uma transformação estrutural do sistema fiscal de longo prazo, incluindo a consolidação constitucional ou legal de princípios de neutralidade fiscal, revisão radical do sistema de arrecadação, por exemplo, com a substituição de impostos ineficientes por novas bases tributárias, forte autonomia financeira e orçamental para os níveis locais, definição de metas rígidas de desempenho e controlo de desperdícios, e a eliminação completa de isenções e privilégios não justificados.

     Cenário 2: Reforma Moderada

    São introduzidas reformas graduais para simplificar o sistema tributário, reduzir burocracias, reforçar a digitalização e melhorar a redistribuição de recursos para os níveis locais. Inclui revisão legislativa do Código Tributário e do EGFAE/REGFAE, simplificação de impostos, digitalização gradual dos serviços fiscais e orçamentais, criação de cartas de serviços públicos e reforço de plataformas electrónicas, início da descentralização fiscal quer por aumento de transferências, quer pela atribuição de impostos locais, bem como a racionalização das isenções e benefícios fiscais, sem os eliminar de forma abrupta.

    Cenário 3: Continuidade com ajustes

    Mantém-se o actual modelo fiscal, com acções de curto prazo, introduzindo melhorias administrativas, auditoria das actuaisisenções, estabelecimento de regras mínimas de transparência, como concursos públicos e portais de receitas, pequenas mudanças em processos, como a redução pontual de taxas administrativas e do IVA em produtos básicos.

    ASSUNTOS ECONÓMICOS

    O Grupo de Trabalho de Assuntos Económicos tem como objectivo propor políticas para promover crescimento económico inclusivo, criação de emprego e melhoria das condições de vida em Moçambique.

    O grupo analisa os principais desafios estruturais da economia, incluindo o baixo nível de industrialização, limitações no capital humano, fraca capacidade de geração de emprego e desigualdades sociais e regionais.

    Pretende-se promover reformas que incentivem o investimento, reforcem a empregabilidade, expandam a protecção social e assegurem maior inclusão económica, especialmente para jovens, mulheres e populações rurais.

     Principais Questões Apresentadas

    • Elevado desemprego juvenil e reduzida criação de emprego formal;

    • Fraca industrialização e limitada capacidade produtiva nacional;

    • Baixo acesso ao crédito para empresas nacionais e pequenos produtores;

    • Dependência excessiva de importações de bens e matérias-primas;

    • Infraestruturas insuficientes em estradas, energia, armazenamento e logística;

    • Crescimento económico pouco inclusivo e concentrado;

    • Burocratismo no processo de criação de empresas;

    • Fragilidade macroeconómica, pressão cambial e dívida pública elevada;

    • Baixa transformação local dos recursos naturais;

    • Sistema educativo pouco alinhado as competências requeridas e pouca diversificação da economia nacional;

    • Falta de transparência e prestação de conta, burocracia excessiva e sobreposição de estruturas públicas;

    • Percepção de exclusão económica em várias regiões do país.

    Soluções Propostas 

    • Promoção da industrialização e transformação local da produção nacional;

    • Apoio à agricultura comercial, agro-indústria e cadeias de valor;

    • Expansão do crédito à economia e apoio às PME;

    • Formação técnico-profissional orientada para o mercado de trabalho;

    • Investimento em infraestruturas económicas e produtivas;

    • Incentivos à produção nacional e substituição de importações;

    • Reforço da transparência económica e melhoria do ambiente de negócios;

    • Promoção da inovação, tecnologia e empreendedorismo juvenil;

    • Diversificação da economia e expansão das exportações;

    • Maior inclusão económica regional e social.

    Cenários de Política

    Cenário 1: Reforma Profunda

    Prevê-se uma transformação estrutural da economia nacional, incluindo a adopção de um novo pacto fiscal orientado para a sustentabilidade da divida, a revisão constitucional ou legal de órgãos de desenvolvimento, forte aposta na industrialização, inovação tecnológica, diversificação produtiva, reforma fiscal e reorganização do papel do Estado na economia. Inclui expansão massiva de infraestruturas, fortalecimento da economia nacional, transformação local dos recursos naturais e maior integração económica regional.

     Cenário 2: Reforma Moderada

    São implementadas reformas graduais para reforçar a industrialização, expandir infraestruturas, apoiar PME, aumentar o investimento produtivo e promover maior inclusão económica. Prevê-se reforço do crédito, incentivos à agro-indústria, criação de incubadoras de negócios regionais e programas de formação profissional e melhoria gradual do ambiente de negócios.

    Cenário 3: Continuidade com ajustes

    Mantém-se o actual modelo económico, introduzindo medidas de apoio à produção, emprego e ambiente de negócios. As reformas concentram-se em simplificação regulatória em matérias de licenciamento e registo de terras, certificação de produtos, programas específicos de apoio económico (microcrédito, feiras de negócios e campanhas de divulgação) e expansão gradual de infraestruturas.

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    Qualificação : Reforma Fiscal- incluindo IVA, lei do referendo e da ação popular.

    Descrição

    O Grupo de Trabalho de Assuntos Fiscais tem como objectivo propor reformas para fortalecer o sistema tributário e a gestão das finanças públicas em Moçambique, no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.

    O grupo reúne diferentes actores para analisar a política fiscal, identificar fragilidades e propor medidas que reforcem a capacidade de arrecadação do Estado, promovam justiça fiscal, melhorem a eficiência da despesa pública e garantam maior transparência e participação cidadã.

    Pretende-se também desenvolver instrumentos de democracia participativa, como o referendo e a acção popular, e assegurar uma gestão responsável da dívida pública.

    Principais Questões Apresentadas

     • Sistema fiscal considerado injusto, penalizando sobretudo cidadãos de baixa renda e pequenas empresas;

    • Excessivas isenções fiscais e benefícios tributários para determinados sectores e grupos económicos;

    • Centralização das receitas públicas, reduzindo a autonomia financeira local;

    • Fraca transparência na gestão orçamental e aplicação dos recursos públicos;

    • Elevada burocracia e baixa digitalização dos serviços fiscais;

    • Fraca confiança dos cidadãos no sistema fiscal devido à percepção de corrupção e desperdício;

    • Baixa capacidade de arrecadação local e reduzida eficiência da administração tributária;

    • Redução das taxas aduaneiras na importação de bens e serviços;

    • Sobreposição institucional e lacunas legais que se manifesta na confusão de competências orçamentais entre governos central, provinciais e municipais.

    Soluções Propostas

    • Revisão do sistema tributário para promover maior justiça fiscal;

    • Redução do IVA sobre produtos básicos e essenciais;

    • Maior tributação sobre grandes empresas e actividades de maior rentabilidade;

    • Digitalização dos serviços fiscais e simplificação de procedimentos;

    • Reforço da transparência orçamental e prestação de contas;

    • Maior autonomia financeira para províncias, distritos e autarquias;

    • Revisão das isenções fiscais consideradas excessivas;

    • Reforço da fiscalização e combate à evasão fiscal.

    Cenários de Política

    Cenário 1: Reforma Profunda

    Prevê-se uma transformação estrutural do sistema fiscal de longo prazo, incluindo a consolidação constitucional ou legal de princípios de neutralidade fiscal, revisão radical do sistema de arrecadação, por exemplo, com a substituição de impostos ineficientes por novas bases tributárias, forte autonomia financeira e orçamental para os níveis locais, definição de metas rígidas de desempenho e controlo de desperdícios, e a eliminação completa de isenções e privilégios não justificados.

     Cenário 2: Reforma Moderada

    São introduzidas reformas graduais para simplificar o sistema tributário, reduzir burocracias, reforçar a digitalização e melhorar a redistribuição de recursos para os níveis locais. Inclui revisão legislativa do Código Tributário e do EGFAE/REGFAE, simplificação de impostos, digitalização gradual dos serviços fiscais e orçamentais, criação de cartas de serviços públicos e reforço de plataformas electrónicas, início da descentralização fiscal quer por aumento de transferências, quer pela atribuição de impostos locais, bem como a racionalização das isenções e benefícios fiscais, sem os eliminar de forma abrupta.

    Cenário 3: Continuidade com ajustes

    Mantém-se o actual modelo fiscal, com acções de curto prazo, introduzindo melhorias administrativas, auditoria das actuais isenções, estabelecimento de regras mínimas de transparência, como concursos públicos e portais de receitas, pequenas mudanças em processos, como a redução pontual de taxas administrativas e do IVA em produtos básicos.

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