Recursos Naturais
Qualificação: Recursos Naturais: maior benefício para o Estado, províncias e comunidades, com foco no processamento nacional.
Descrição
O Grupo de Trabalho de Recursos Naturais (GTRN) visa propor políticas para uma governação inclusiva, transparente e sustentável dos recursos naturais em Moçambique, alinhadas com o diálogo nacional e a ENDE 2025–2044.
Pretende-se reforçar o quadro legal e institucional, garantir benefícios equitativos, promover transparência e prestação de contas, assegurar sustentabilidade ambiental e social, incentivar a participação de todos os actores e reduzir a dependência dos recursos naturais, promovendo a diversificação económica.
1 Principais Questões Apresentadas
• Fraca governação e coordenação institucional na gestão dos recursos naturais, gerando duplicações e vazamentos de responsabilidade;
• Retenção ao nível central das receitas provenientes da exploração dos recursos;
• Baixa devolução de benefícios para comunidades locais e zonas produtoras;
• Fiscalização insuficiente e degradação ambiental;
• Exportação de matéria-prima sem processamento local;
• Exclusão das comunidades nos processos de decisão;
• Fraca capacidade técnica e institucional do Estado;
• Conflitos ligados ao acesso, uso e distribuição dos benefícios dos recursos naturais.
2 Soluções Propostas
• Maior participação comunitária na gestão dos recursos naturais;
• Reforço da fiscalização ambiental e institucional;
• Redistribuição de receitas para províncias, distritos e comunidades locais;
• Promoção da industrialização local e transformação de matérias-primas;
• Revisão das leis dos recursos naturais;
• Reforço da transparência nos contratos e concessões;
• Formação técnica nacional em áreas estratégicas como geologia e engenharia local;
• Promoção da sustentabilidade ambiental e energética.
3 Cenários de Política
Cenário 1: Reforma Profunda
Prevê-se uma transformação estrutural da gestão dos recursos naturais, com forte descentralização, redistribuição de poder e receitas, industrialização local e participação efectiva das comunidades. Inclui ainda descentralização, nova estrutura fiscal do regime de impostos e royalties, participação estatal maioritária nos empreendimentos-chave, diversificação económica.
Cenário 2: Reforma Moderada
São introduzidas reformas graduais para reforçar a governação, aumentar os benefícios locais, melhorar a fiscalização e promover algum processamento nacional dos recursos. Prevê-se reforço da co-gestão, maior participação comunitária, fortalecimento institucional, capacitação local e revisão parcial do quadro legal.
Cenário 3: Continuidade com ajustes
Mantém-se o actual modelo de exploração e gestão dos recursos naturais, com ajustamentos administrativos e reforço da fiscalização.
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